Quando usamos as mãos para produzir algo, seja bordando, esculpindo, pintando ou modelando, entramos em um estado de presença. As preocupações diminuem, a mente desacelera e o corpo encontra um ritmo próprio. É como se, a cada ponto, corte ou traço, a gente fosse costurando também nossos próprios pedaços internos.
Por que é terapêutico?
Libera tensões: Movimentos repetitivos ajudam a relaxar músculos e acalmar a mente.
Fortalece a autoestima: Ver algo pronto feito por nós mesmos traz uma sensação genuína de realização.
Conecta com o momento presente: A atenção se volta totalmente para o que está sendo criado, afastando a ansiedade.
A criação como expressão emocional
Às vezes, não conseguimos colocar em palavras o que sentimos. Criar com as mãos é dar forma ao invisível: cores, texturas e formas se tornam uma linguagem própria, capaz de expressar o que a fala não alcança.
Um convite à prática
Não importa se o resultado será perfeito ou não. A beleza desse processo está em permitir-se criar sem pressão. Experimente separar alguns minutos do seu dia para fazer algo manual: bordar, cozinhar, modelar argila, fazer macramê ou até arranjar flores.
Quando criamos com as mãos, também estamos criando espaço para a cura acontecer. E, com o tempo, percebemos que o objeto final é apenas parte do presente — o verdadeiro tesouro é o caminho percorrido até ele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.